Insuficiência no número de médicos, ausência de equipamentos básicos para o atendimento e falta de medicamentos são as principais reclamações entre os usuários da rede pública de saúde de Campo Grande e, também, motivo para a abertura de 16 inquéritos em menos de 50 dias, pelo Ministério Público Estadual.
Principal responsável pela abertura desses inquéritos, a promotora de Justiça Daniela Cristina Guiotti, da Promotoria de Justiça da Saúde Pública, afirma que outras investigações acontecem desde 2013 e que as denúncias não foram feitas por usuários; nasceram com base em relatório de inspeção sanitária, encaminhado ao órgão.
Com a maioria das denúncias, no entanto, não é necessário um relatório para comprová-las. Na Unidade Básica de Saúde do Bairro Coophavila II, um dos pontos mencionados no inquérito é a demora no atendimento – queixa comum. “Não falta profissional, falta organização”, comentou a paciente Luana Feltrin, 18 anos, enquanto esperava atendimento, por mais de uma hora.
O secretário municipal de Saúde, Jamal Salem, que está à frente do órgão há 10 meses, considera o sistema de saúde da Capital melhor que o de outras cidades, mas comenta: “A saúde nunca chegará a 100%”.
Jamal atribui os problemas à intensa demanda de pacientes do interior do Estado.
Apesar disso, garantiu que está trabalhado para resolver algumas situações ainda neste semestre.
A reportagem, de Anny Malagolini, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.