O Ministério Público de Mato Grosso do Sul investiga o suposto sumiço de R$ 3,5 milhões que deveriam ser aplicados em ações de proteção ao meio ambiente, entre as quais as nascentes de rios que abastecem os reservatórios de água dos habitantes de Campo Grande. O dinheiro foi sacado da conta do Fundo Municipal do Meio Ambiente em novembro de 2013, na gestão do ex-prefeito Alcides do Bernal, do PP.
De acordo com o apurado até agora pela 34ª Promotoria de Justiça, a prefeitura confidenciou que o dinheiro foi tirado do fundo por meio do que se chama de crédito suplementar para “atender despesas de vencimento e vantagens fixas, entre elas, pessoal, civil, obrigações patrimoniais, previdenciárias e aposentadoria”. Segundo a investigação da promotora Camila Augusta Calarge Doreto, o desvio dos R$ 3,5 milhões foi amparado pelo Decreto Municipal 12.257, de 27 de dezembro de 2013.
“Um absurdo, isso. Ora ora, a prefeitura tem outros meios para pagar aposentado, não aposentado, previdência. Por que, então, tirar o dinheiro destinado aos projetos do meio ambiente? E mais, será mesmo que o recurso realmente foi aplicado para pagar salário de servidor?”, questionou Haroldo Martins Borralho, membro do Fórum do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso do Sul.
A reportagem, de Celso Bejarano, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.