A Polícia Civil informa que já estão presas cinco pessoas envolvidas no assassinato do Agente Penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, de 44 anos, em crime ocorrido quarta-feira (11), no estabelecimento penal de regime aberto Casa do Albergado, na Vila Sobrinho, em Campo Grande,
Os nomes dos acusados não foram divulgados pela polícia para preservar o sigilo das investigações, a fim de apurar a participação de outros suspeitos no crime.
O delegado responsável informou que apresentará todos os presos, através de coletiva à imprensa, divulgados pela Assessoria de Comunicação da Polícia Civil de MS.
Nesta manhã, o governador Reinaldo Azambuja afirmou que o executor do crime tem ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Crime
Por volta das 5h de quarta-feira (11), um homem encapuzado invadiu o estabelecimento de regime aberto Casa do Albergado, localizado na região da Vila Sobrinho, e efetuou quatro disparos contra Carlos Augusto Queiroz de Mendonça. O assassino entrou pelo portão onde os presos são liberados para trabalhar.
Agentes cobram melhores condições de trabalho
Ontem, cerca de 150 agentes penitenciários se reuniram na sede da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) para discutir a pauta de reivindicações ao governo.
Os servidores reclamam que a Lei não é cumprida. Segundo os funcionários, a lei determina que deve ter um agente para cada 5 presos, porém, no estabelecimento onde ocorreu o crime na quarta, havia somente dois homens para cuidar de 500 presos "e nossa arma é apenas o apito", reclamou um agente.
Conforme uma agente penitenciária que não quis se identificar, a maioria dos servidores convocados passa em outro concurso e sai. "Quando entrei, meu plantão tinha sete agentes, hoje somos em três", reclamou, afirmando que cerca de 40% dos chamados no último concurso já deixaram os quadros da Agepen.

Agentes se reuniram ontem para formular lista de reivindicações para cobrar o governo