Por ano, a Prefeitura de Campo Grande gasta pelo menos R$ 55 milhões na manutenção dos mais de 1,5 mil quilômetros de vias sem asfalto. Apesar da quantia vultosa que sai dos cofres públicos para manter estas ruas, basta um rápido giro pela periferia da Capital para encontrar crateras que deixam quarteirões inteiros inacessíveis, e vias intransitáveis, alvo de reclamações constantes dos moradores.
A Rua Júlio Baís, no Bairro Nova Lima, é um exemplo deste drama vivido e denunciado pela comunidade do bairro. Não é possível transitar pela via. “Quando está seco, nem bicicleta passa; quando chove, fica pior ainda, fica impossível passar. Aqui, a chuva leva nosso dinheiro para o bueiro, e olha que esta rua é em frente ao novo shopping”, disse Éverton Cleiton, morador do bairro. Ainda segundo ele, além das ruas do Nova Lima, outras vias de bairros vizinhos também sofrem com o problema dos buracos.
No Jardim Anache, as crateras nas vias públicas causam indignação de muitos moradores. Na Rua Jacob George, por exemplo, em frente da casa de Vanessa Cristina Oliveira, o cuidado com as crianças deve ser redobrado. “Quando chove, parece uma cachoeira, não tenho condições de deixar as crianças brincar neste local. E o pior é que, com a chuva, esta cratera abre cada vez mais”. Vanessa reclama, ainda, que as ruas asfaltadas do bairro não sofrem com este problema. “Nas ruas principais, que são asfaltadas, e nas linhas de ônibus, não tem esse problema; agora, as outras ficam abandonadas”, reclama.
A Prefeitura Municipal de Campo Grande informou que, em virtude do período de chuvas, este não é o momento oportuno para fazer os reparos das ruas sem asfalto. Os serviços devem ser executados em período de chuvas com menos intensidade. Ainda segundo o órgão, quando a população tiver problema com buracos nas ruas, deve registrar oficialmente a reclamação na Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, (Seinthra), pelo telefone 3314-3675, ou 156.
A reportagem, de Gildo Tavares, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.