Cinco anos após a criação de cooperativa em Campo Grande, produtores de orgânicos ainda estão no meio do caminho para conseguir consolidar a atividade na Capital. Apesar de conquistar um público cativo por meio das feiras realizadas na Praça do Rádio Clube e estacionamento do Paço Municipal — cenário de barracas cada vez mais reduzidas, com apenas 12 comercializando às quartas-feiras e duas aos sábados —, passando ainda a inserir produtos com regularidade em supermercados, empórios e supermercados, esses agricultores familiares ainda têm como desafios para se manter no segmento a falta de acesso a máquinas, tecnologia e crédito para investir em produtividade.
“Todos os agricultores familiares estão com dificuldade e nós, orgânicos, mais ainda, porque trabalhamos com um produto que tem acompanhamento técnico e exige certificação. A maior dificuldade é que não se consegue investir em tecnologia, não são todos que têm acesso. Temos trabalhado, feito reuniões, participado de feiras, oficinas, estivemos na última Showtec (realizado em janeiro último na cidade de Maracaju), por exemplo, mas para resolver, é necessário ter o cultivo protegido, em estufas, e e isso exige investimento”, reconhece o presidente da Cooperativa de produtores de Orgânicos da Agricultura Familiar de Campo Grande (Organocoop), Vanderlei Azambuja Fernandes, hoje com 62 cooperados.
A reportagem, de Daniella Arruda, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.