Detento fugiu do Presídio de Trânsito de Campo Grande, na tarde desta segunda-feira (2) e foi recapturado em seguida. No momento da fuga, apenas um agente prisional cuidava de 278 internos do pavilhão, número considerado insuficiente pelo Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária do Estado do Mato Grosso do Sul (Sinsap).
Wagner Pereira Conalere, 31 anos, aproveitou o momento em que o agente não estava por perto e pulou duas cercas, inclusive elétrica, e um muro para escapar da unidade prisional. Entre as cercas e o muro há uma torre de vigilância, mas o policial da guarda externa não percebeu a ação.
O presidente do Sinsap, André Luiz Garcia Santiago, avalia que o número de agentes prisionais para cuidar dos detentos é insuficiente. “O Estado tem necessidade de contratação urgente de 1.500 agentes para se ter um mínimo suficiente”. No caso do pavilhão onde ocorreu a fuga, o sindicalista acredita que deveria ter, no mínimo, mais 20 agentes cuidando dos presos. “Pelo menos dois em cada setor do pavilhão”, explica.
Temor de rebelião
Santiago teme que a massa carcerária da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, possa planejar rebelião para o próximo final de semana. Ontem, dia de visitações na unidade prisional, dezenas de policiais militares e equipe que atua no policiamento aéreo precisaram dar suporte para agentes que estavam no plantão e reforçar a segurança do local.
Barril de pólvora
Em reportagem publicada semana passada pelo jornal Correio do Estado, o presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária do Estado do Mato Grosso do Sul (Sinsap), André Luiz Garcia Santiago, disse que o sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul está em meio a uma crise, assemelhando-se a um barril de pólvora pronto para explodir a qualquer momento.
Segundo ele, a administração estadual está ignorando, ou olhando de maneira isolada, uma série de ocorrências que vem sendo registrada em estabelecimentos penais, tanto de Campo Grande quanto das cidades do interior, e que são indicativos da gravidade do problema.