Apontada como um setor de excelência e eficiência da rede de saúde do município, a odontologia é alvo de investigação do Ministério Público Estadual (MPE). Dois postos de saúde da Capital, um localizado no bairro Guanandi e outro no Joquei Clube, estão na mira dos promotores em razão de denúncias encaminhadas ao órgão apontarem que há dentistas que não cumprem a carga horária estabelecida, de 20 horas semanais. Outro problema apurado pela reportagem, está relacionado com a falta de profissionais em unidades de saúde 24 horas.
Segundo estabelece o Sistema Único de Saúde (SUS), entre os serviços oferecidos pelos Centros Regionais de Saúde (CRS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) deve conter a odontologia de urgência e emergência. Na unidade 24 horas do bairro Guanandi, não há profissional específico à área e quem procura atendimento precisa ir para outra unidade e esperar por uma vaga. No caso de trauma bucal, se o socorro for de madrugada, a Santa Casa é quem recebe o paciente.
Surpreso com a investigação, o secretário de Saúde de Campo Grande, Jamal Salém, disse que o setor é um dos que possui menor número de reclamação. “É uma novidade, não temos queixas na área”, resumiu. Ele explicou, ainda, que todos os atendimentos são acompanhados e que, até agora, não foi identificada lista de espera na área odontológica. “O serviço é eficiente”, afirmou.
A reportagem, de Anny Malagolini, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.