A superlotação e o número reduzido de agentes penitenciários colocam em cheque o controle e a segurança no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. A baixa quantidade de agentes compromete até mesmo as revistas nos internos e as feitas dentro das celas, onde os presos escondem drogas, celulares e outros objetos ilícitos. Sob forte pressão, em alguns casos, os agentes são obrigados a fazer vista grossa para não sofrer ameaças.
Servidores que lidam diretamente com a situação resolveram falar com a reportagem desde que tivessem a identidade preservada. “Tenho medo de ir trabalhar e não ver mais meus filhos. Sem contar as ameaças, já não faço mais boletins de ocorrência, para não sofrer represálias dos detentos”, revela o agente.
O outro amigo de profissão completou. “É a triste realidade que vivemos. Não é mistério pra ninguém que os criminosos coordenam crimes de dentro dos presídios, que há possibilidade de uma rebelião ou de um resgate”, lamentou, sem esconder o medo.
A reportagem de Rafael Bueno está na edição desta segunda-feira (09) do jornal Correio do Estado.