O impasse entre o Conselho Municipal de Saúde e a prefeitura de Campo Grande envolvendo o Centro Municipal Pediátrico (Cempe) atrapalha o funcionamento por completo do local, que tem dois andares completamente vazios e 100 leitos ociosos cinco meses depois de inaugurado. O Cempe ainda consome R$ 2,2 milhões por mês de uma prefeitura já em crise de caixa. Enquanto o conselho não aprovar a ‘criação’ do hospital, não há como o município receber repasses federais, nem tampouco colocar toda a estrutura para funcionar.
O Conselho Municipal de Saúde e a Secretaria de Saúde (Sesau) mantém uma comissão de estudo, desde o ano passado, para tentar consertar algumas irregularidades apontadas pelo conselho e que também não atendem as normas do Sistema Único de Saúde. A até o momento, esta reunião não aconteceu.
Ocorre que, se comparado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a do bairro Universitário, por exemplo, o Cempe atende duas vezes menos e custa praticamente a mesma quantia para sua manutenção, que é de R$ 2 milhões. Mas com o agravante de que uma UPA recebe recursos da União, porque atende pré-requisitos do Ministério da Saúde, enquanto o centro não pode, já que ele funciona em desacordo com as normas do Sistema Único de Saúde (SUS).
(*) A reportagem, de Lucia Morel, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.