A juíza do trabalho, Beatriz Maki Shinzato Capucho, suspendeu os efeitos da eleição do Sindicato dos Trabalhadores em empresas de Telecomunicações de Mato Grosso do Sul (Sinttel-MS), realizada ontem (30).
Disputam o comando da entidade a chapa 1 – formada pela atual diretoria – e chapa 2 – oposição.
A eleição pode ser invalidada, caso as investigações confirmem as denúncias feitas pela chapa 2 que alega não ter sido autorizada a indicar pessoas a participar da comissão eleitoral, comprometendo, assim, a paridade entre as chapas concorrentes.
Clima de tensão
A assessora de imprensa da chapa 2, Andréia Cercarioli, registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), informando que foi ameaçada por integrantes da outra chapa, que se diziam policiais e impediram que ela pudesse fotografar e filmar as reuniões do sindicato, mesmo sendo respaldada pelo Ministério Público do Trabalho. Eles teriam dito que iriam “puxar o trabuco”, caso ela insistisse em registrar a reunião. O boletim de ocorrência foi registrado também em nome de Antônio Amorim de Carvalho, da CUT (Central Única de Trabalhadores) do sul de Minas.
A chapa 2 alega que a atual diretoria, da chapa 1, impediu que representantes da chapa adversária acompanhassem a distribuição de urnas em Campo Grande e as que foram levadas para o interior do Estado. Os opositores dizem que a atual diretoria, cujos representantes estão há 20 anos no comando da entidade, fizeram tudo para impedir a paridade da comissão eleitoral.
Em reunião no dia 27 deste mês, no Ministério do Trabalho, o advogado do sindicato contestou as queixas da oposição, dizendo que o estatuto da entidade está sendo rigorosamente obedecido.
No dia 20 de março, também foi registrado boletim de ocorrência, quando um dos integrantes da chapa 2 participava de reunião e foi agredido a tapas por discordar da maneira como estava sendo conduzido os trabalhos.