A população de pelo menos cinco assentamentos de Sidrolândia está sem o atendimento dos agentes comunitários de saúde em função de licenças médicas ou porque os antigos servidores pediram demissão. Do quadro de 106 agentes, 45 são da zona rural, dos quais, seis (dos oito de licença) estão afastados do serviço por licença médica e um sétimo mudou da cidade e pediu demissão.
Faltam agentes no Eldorado, Geraldo Garcia, Jibóia, Bafo da Onça, São Pedro e também no Nazaré, onde o programa de saúde da família, sequer, foi implantado. Esta situação que em alguns casos se arrasta há mais de um ano, motivou polêmica na última sessão da Câmara, motivada por uma denúncia vazia do vereador Edivaldo dos Santos (PT), que desconhecendo a existência de tantas licenças médicas, chegou afirmar que 60% dos agentes ganham sem trabalhar.
Vadinho, citando o caso específico do assentamento onde mora, o Geraldo Garcia, disse que há muito tempo os moradores não recebem a visita do servidor da saúde. Esta acusação provocou protestos da categoria, que reagiu com uma nota de repúdio. A realidade dos fatos é bem diferente da descrita pelo vereador petista. O agente do Geraldo Garcia não está “ganhando” sem trabalhar, pela simples razão que o servidor está de licença médica.
Nos assentamentos Jibóia e Nazaré, o problema será resolvido com a realização de concurso público que a Prefeitura já encomendou à FAPEC (fundação vinculada à Universidade Federal). No Jibóia o agente mudou da cidade e pediu demissão. No Nazaré, que foi criado em dezembro de 2013, só agora será implantada a estrutura do programa de saúde família que inclui vários servidores da saúde, incluindo os agentes.
A solução do problema é mais complicada nos assentamentos Geraldo Garcia, São Pedro, Bafo da Onça e Eldorado. É que os servidores que atuam nestas regiões estão de licença médica e neste caso, a Prefeitura não pode substitui-los, nem por concursados. No caso do Eldorado, uma agente está de licença-maternidade e seu colega se recupera de uma cirurgia ortopédica. Há agentes de atestados alegando problemas de coluna, depressão pós-parto.
“Ficamos amarrados nesta situação”, afirma a secretária de Saúde, Leila Couto, que encaminhou no início do ano a proposta de realização de concurso para a contratação de 10 agentes de saúde, sendo dois para o Assentamento Nazaré; três para o UBSF do centro da cidade que substituirão os servidores que pediram demissão; um atuará na Unidade Básica do Jandaia; um no Cleide Piram; um no Cascatinha e outro para a equipe que será montada no UBSF Diva Nantes, recém-inaugurada.