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Cantareira registra primeira queda em quase três meses

Cantareira registra primeira queda em quase três meses

Redação

28/04/2015 - 12h45
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Depois de quase três meses em alta ou estável, o armazenamento de água do Sistema Cantareira apresentou a primeira baixa hoje (28), ao passar de 20,1% para 20%. A última queda ocorreu há 86 dias, quando o volume reduziu de 5,1% para 5%.

O volume de chuva sobre as cabeceiras desse manancial está abaixo da média histórica, acumulando desde o começo do mês de abril apenas 45,1 milímetros (mm), o que é, praticamente, a metade do esperado para todo o mês (89,8 mm). Os dados são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Há um ano, o Cantareira estava a caminho da maior crise hídrica no abastecimento da região metropolitana de São Paulo. Na época, no enttanto, as condições eram melhores do que o atual quadro porque não se utilizava a reserva técnica (água que fica abaixo das comportas e que é retirada por meio de bombeamento). Esse uso começou em 16 de maio de 2014. Para atingir situação semelhante à daquele dia, seria necessário que o nível subisse 9,2 pontos percentuais.

Para evitar um colapso no fornecimento de água, a Sabesp adotou, em meio às medidas de contingenciamento, a redução do universo atendido, que passou de cerca de 9 milhões nessa mesma época do ano passado para os atuais 5,4 milhões.

Pela nova medição da companhia – uma exigência judicial – em que se leva em consideração as retiradas da reserva técnica, o nível do Cantareira está com um déficit de 9,2%, operando em 15,5% em relação ao volume total.

Em quatro dos cinco mananciais restantes administrados pela Sabesp também houve queda de ontem (27) para hoje (28). Entre eles, o que tem a situação mais confortável é o Sistema Rio Claro, que ontem operava com 102% de sua capacidade e hoje baixou para 101,6%. No Alto Tietê, o índice caiu de 36,4% para 36,3%; no Guarapiranga, de 78,3% para 78,2%; no Alto Cotia, de 51,4% para 51,3%; e no Rio Grande, a taxa ficou estável em 96%.

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