Mesmo com ameaça de paralisação dos enfermeiros e técnicos de enfermagem, a prefeita de Três Lagoas (MS), Márcia Moura, ainda não se reuniu com os profissionais da rede pública para ouvir as reivindicações da classe.
De acordo com João Carvalho, presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Técnicos e Auxiliadores de Enfermagem do Serviço Público (SETASP), se a classe não conseguir um retorno da prefeitura nas próximas 72 horas os trabalhos serão paralisados. “Não vamos prejudicar a população, os casos mais urgentes serão atendidos, porém, parte dos trabalhadores ficará com os braços cruzados”, destacou.
Os enfermeiros tentam se reunir com a prefeita desde fevereiro deste ano. As principais reivindicações são aumento de salário e melhores condições de trabalho. Conforme Carvalho, os profissionais estão sobrecarregados e até o café da manhã e da tarde foram retirados sob a alegação de falta de verba. “Até mesmo os copos descartáveis foram cortados. Os trabalhadores precisam ser tratados com mais dignidade”, desabafou.
Hoje, a Unidade de Pronto Atendimento Comunitário (UPA), onde se concentra a maior parte dos trabalhadores que lutam por melhorias, atende todos os bairros da cidade, depois de a PA (Pronto Atendimento) ter sido fechado, há dois anos.
Conforme Carvalho, o atendimento vem sendo prejudicado e os pacientes acabam esperando mais do que deveriam. “A classe da conta de atender a todos que chegam à unidade, porém, as filas são enormes e eles fazem o serviço que deveria ser executado por um número maior de profissionais”, completou.
Na noite desta terça-feira (28) eles participaram da sessão ordinária da Câmara de Vereadores e protestaram de forma pacifica. Com cartazes em mãos eles pedem para que a Administração Pública deem atenção a eles para que consigam oferecem um melhor atendimento à população.