Um ritual indígena marcou neste sábado (2) a reivindicação dos guaranis pela permanência na Aldeia Tekoa Itakupe, localizada próximo ao Pico do Jaraguá, região noroeste da capital paulista. Ativistas e jornalistas acompanharam as rezas e um banquete oferecido pela mobilização indígena.
Em reunião marcada para terça-feira (5), no 49º Batalhão da Polícia Militar, na Vila Clarice, às 13h, as lideranças indígenas se reúnem pela segunda vez com a PM para dialogar sobre a ação de reintegração, que ainda não tem data definida.
A reintegração foi determinada e autorizada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª região de São Paulo. A Fundação Nacional do Índio (Funai), porém, pretende recorrer da ação ao Supremo Tribunal Federal (STF). As lideranças guaranis dizem que já há a demarcação do território por estudo antropológico feito pela Funai em 2013 e que falta apenas a assinatura do ministro da Justiça para o reconhecimento.
O território reivindicado pelos guaranis na região do Jaraguá é extenso – 532 hectares divididos entre área de ocupação indígena e de preservação do Parque do Pico do Jaraguá. Porém, apenas 1,7 hectare foi homologado em 1987, a menor terra indígena do Brasil. “Lá está muito amontoado. Tem 130 famílias, são 700 pessoas, metade formada por crianças. E o pior é a crise de água lá”, disse o cacique Ari Augusto Martins, chamado de Karai na língua guarani.