Apresentar atestado médico para priorizar agenda pessoal e “bagunçar” a escala de plantão é uma estratégia que muitos profissionais da saúde usam há muito tempo. Esta manobra, inclusive, chega a render R$ 12 mil por mês para servidores, que sequer aparecem nos postos de saúde. As informações são de um servidor público municipal que preferiu não se identificar.
O profissional contou ao Portal Correio do Estado, que é comum encontrar situações em que o técnico de enfermagem ou enfermeiro apresenta atestado à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), continua recebendo seu salário integral e passa a trabalhar em hospitais ou clínicas particulares.
“A maioria dos atestados são psiquiátricos e acarretam no corte de quatro plantões mensais. O salário médio do enfermeiro, com o corte dos plantões, é de R$ 8 mil e ele entra com atestado. Tem pessoas com mais de um ano de atestado recebendo entre R$ 9 e R$ 12 mil. Cerca de 60% dos profissionais afastados estão trabalhando em hospitais particulares”, contou.
O servidor, que reprova a estratégia de muitos colegas de trabalho, defende a criação de uma equipe multidisciplinar para verificar a veracidade dos atestados, avaliar a limitação do profissional e readequar as suas atividades.