Mais de 300 crianças, que participam do Projeto Social e do Centro de Educação Infantil (Ceinf), do Educandário Getúlio Vargas, podem ficar sem assistência. A carência de doações, pode levar a instituição a fechar as portas, já que trabalha de forma filantrópica e a única forma de atender os pequenos, é por meio de ajuda da população.
O Educandário Getúlio Vargas é uma entidade beneficente sem fins lucrativos fundada há 71 anos, na cidade de Campo Grande, Estado de Mato Grosso do Sul. Na época, tinha a finalidade de dar abrigo aos filhos sadios de pais portadores do mal de Hansen, internado no Hospital São Julião e funcionava como um internato onde as crianças só saiam quando alcançavam a maioridade.
POSSÍVEL CAUSA DE QUEDA
Hoje, a entidade não atende mais os filhos dos pacientes, e sim, presta serviço a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e de risco em regime meio aberto. Ou seja, crianças que precisam de assistência enquanto seus pais trabalham. A mudança pode ter feito a população perder a sensibilidade.
De acordo com a assistente social Claudete Palhano, o número de crianças e adolescentes assistidos pela entidade é de 311, na faixa etária de um ano e seis meses a 17 anos. "Aqui nós o atendimentos da Educação Infantil que atende crianças de 1 ano e seis meses a 6 anos no período integral de 2ª à 6ª feiras e Apoio Sócio Educativo em Meio Aberto crianças e adolescentes na faixa etária de 7 à 17 anos no contra turno da escola", diz Claudete.
Todos recebem na entidade atendimento: médico, odontológico, psicológico, fonoaudiológico, social, atividades de lazer; cultural (coral e violão), orientação moral e religiosa, iniciação esportiva com participação em torneios e campeonatos, oficinas profissionalizantes e educativas, trabalho de convivência e fortalecimento de vínculo, alimentação e suporte educacional.
Segundo Claudete, a Instituição recebe repasses financeiros do município, por meio da SAS e do governo, por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), para o Ceinf e para o Projeto respectivamente. Mas, os valores são para os pagamentos dos funcionários que prestam serviços no Educandário.
"A crise que afetou a todos, também afetou a instituição, precisamos pagar a luz, água, alimento e está tudo muito caro. Temos uma mini padaria, para fabricação de pães para os próprios alunos, mas o trigo subiu, a energia subiu, e as doações não", diz a assistente.
As crianças do Ceinf, que entram às 07h e saem às 17h, recebem cinco refeições. Já as crianças e adolescentes que frequentam o projeto no contra turno da escola recebem duas refeições.
O Educandário conta com 27 voluntários, que organizam eventos de arrecadação e até na venda de biscoitos fabricados dentro da instituição. É por meio, dessas pessoas, que as crianças ainda conseguem ser assistidas. "Nós recebemos doações, roupas usadas, tudo usado, mas ainda é pouco. Os voluntários ajudam nos eventos e é a partir da venda de coisas, que conseguimos manter a instituição", finaliza Claudete.
PARA DOAR
Para doar, é só procurar a instituição que fica na Avenida Coronel Antonino, 1200, ou entrar em contato pelos telefones (067) 3351-6172 ou (067) 3351-3180 que eles buscam. O Educandário recebe qualquer tipo de doação, desde alimentação, vestuário, mobiliário a valores em dinheiro.
A intituição, organiza um brechó para o próximo sábado (23), para venda de roupas e sapatos usados. na ocasião, os voluntários venderão pastel e cachorro quente para arrecadação de dinheiro. No dia 27 de junho, uma Festa Junina também será realizada com a mesma intenção.
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