Cidades

imunização

Por medo, meninas desistem de tomar vacina contra o HPV

Mesmo assim, as doses continuam disponíveis em todas as unidades de saúde de Três Lagoas

Redação

15/05/2015 - 16h40

O Departamento de Imunização de Três Lagoas (MS) não atingiu a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde da vacinação contra o HPV. A campanha foi estendida até o final do mês de abril e atingiu 53% do público alvo, que representam 1.312 garotas imunizadas. A meta, porém, era vacinar pelo menos 80% delas. Mesmo assim, as doses continuam disponíveis em todas as unidades de saúde do município.

De acordo com Humberta Azambuja, coordenadora municipal de imunização, desde que foram registrados algumas ocorrências de reação em garotas após tomarem a vacina caiu significamente a procura em Três Lagoas. Os casos foram registrados em Bertioga (SP) e algumas meninas tiveram paralisação das pernas, porém, o Ministério da Saúde garante que a vacina não causa reação.

Humberta destacou ainda que as reações foram psicossomáticas, quando a mente produz doença para o corpo. “Por medo elas acabaram tendo reações, porém, foram emocionais e não por conta da vacina que nem possui vírus vivos”, explicou.

Cada garota deve tomar três doses da vacina e o Ministério de Saúde distribui gratuitamente em todo o país. Na rede privada cada dose custa R$ 500. “Essa vacina é bem cara, por isso acredito que as mães devem incentivar as filhas a tomarem, sem contar o benefício a saúde”, disse.

Mulheres com HIV serão imunizadas contra o HPV

No dia 2 de junho profissionais do Departamento de Imunização vão atender 25 mulheres de até 26 anos para vacinar contra o HPV. Apesar da faixa etária, elas fazem parte do grupo que deve ser imunizado. Segundo Humberta, uma equipe vai até o DST/AIDS para atendê-las. “Neste ano, o Ministério da Saúde entendeu que essas mulheres também precisam da dose por estarem mais vulneráveis a doença”, completou. 

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