O ginasta Diego Hypolito postou um texto no seu Instagram oficial onde apoia os atletas da seleção brasileira de ginástica que estão sendo acusados de injúria racial.
Diego acredita que o vídeo, que contém ofensas racistas, não passou de um infeliz atitude e que foi mal interpretado pela sociedade.
"Uma infeliz atitude que não é o reflexo interno de nossa seleção, porém, aos olhos da sociedade soou de muito mal tom e que não deve se repetir", escreveu o atleta. Os ginastas, que se preparam por uma vaga na Rio-2016, entre outras competições, costumam passar o dia-a-dia juntos, e Hypollito fez questão de ressaltar a união do grupo.
"Eu como mais velho do grupo sei o quanto a nossa seleção é unida, não existe intolerância de nenhuma forma, só ver os resultados, como o sexto lugar no Mundial". A CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) divulgou nota neste sábado (16) na qual afirma que vai instaurar inquérito para definir eventuais punições aos envolvidos.
"A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), considerando o relatório da coordenação da Seleção de Ginástica Artística Masculina, irá instaurar inquérito para encaminhar ao STJD da ginástica, instância desportiva competente, para definir eventuais punições a serem aplicadas aos envolvidos no vídeo publicado em uma rede social", dizia parte da nota.
À Rede Globo, o secretário executivo de políticas e promoção da igualdade racial, Giovanni Harvey, exemplificou quais foram os crimes cometidos pelos ginastas. "Foram cometidos dois crimes. O crime de injúria racial na esfera privada, enquanto eles estavam no ambiente da delegação. E um segundo crime, de incitação ao racismo, através da postagem nas redes sociais. O racismo nunca é uma brincadeira, o racismo é um crime", afirmou Giovanni.
No entanto, a CBG ainda não tomou nenhuma medida e espera o relatório da comissão técnica e da coordenação para punir ou não os atletas.
"Foi uma colocação bastante infeliz dos meninos. A confederação está esperando todo relatório da comissão técnica e da coordenação. Nós precisamos de todos esse fatos, todas colocações para tomar as medidas cabíveis", disse Klayler Mourthé, coordenador da CBG