A greve dos enfermeiros que atuam na Secretaria Municipal de Educação (Sesau), iniciada no último sábado (20), continua nesta terça-feira. A decisão judicial expedida na tarde de ontem (22) não intimidou os grevistas, que afirmam não terem sido notificados.
O presidente da Comissão de Negociação dos Trabalhadores da Enfermagem, Hederson Fritz, afirma que nenhuma notificação de decisão judicial chegou até a categoria.
“Não fomos notificados e o movimento grevista continua”, disse o representante.
Na atenção básica, segundo os enfermeiros, a paralisação é de 100%. Já na urgência e emergência, o efetivo mantido é de apenas 30%.
Os enfermeiros exigem reajuste salarial de 8,5% e afirmam que desde o início da greve, nenhuma negociação foi feita com representantes da prefeitura. “Ninguém nos chamou para conversar até agora”, afirmou Fritz.
PARALISAÇÃO
Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), ontem (22), foram suspensos exames que necessitam do suporte de profissional da enfermagem durante sua realização, como é o caso de endoscopia, eletroencefalograma e eletrocardiograma. Nenhum novo levantamento sobre o impacto da paralisação foi divulgado nesta terça-feira.
Foram reduzidos em 30% o número de enfermeiros e técnicos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Já no Hospital da Mulher, Pronto Atendimento Integrado (PAI) e Centros de Atendimento Psicossocial (Caps) a paralisação chega a 50%, sendo elevada a 70% no caso de Centros Regionais de Saúde (CRSs). Esta é total nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), não ocorrendo apenas em escalas de serviços de urgência e emergência que permanecem inalteradas.
A categoria, composta por 1 mil profissionais concursados, pretende ampliar em até cinco anos os vencimentos da enfermagem de R$ 2,1 mil para R$ 3.770 e dos técnicos de R$ 1,1 mil para R$ 2.040. Em ambos os casos a jornada é de 40 horas semanais.