A Controlodaria Geral da União vai trazer auditores de outros estados, especializados em inspeções de obras para apurar as supostas irregularidades praticadas pela Proteco, empresa de João Amorim, a que mais arremata licitações promovidas pelo governo de Mato Grosso do Sul e prefeituras, principalmente a de Campo Grande.
A empreiteira de Amorim ganhou destaque na operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, deflagrada anteontem que apontou a Proteco como suspeita em desviar recurso público por meio de fraudes em licitações e superfaturamento de obras.
João Amorim, segundo a PF, seria uma espécie de chefe da organização criminosa.
A auditoria da CGU leva em conta a legalidade do processo licitário, o dinheiro aplicado e também a qualidade da pavimentação. Esta fiscalização, parte da segunda fase da apuração da Lama Asfáltica, será mais rigorosa e vai alcançar obras da Proteco que ainda não foram inspecionadas, uma delas a pavimentação da MS-040, que liga Campo Grande a Santa Rita do Pardo.
TRECHO SUSPEITO
Uma das irregularidades apareceu na pavimentação dos 70 km de asfalto na rodovia MS-430, que liga as cidades de Rio Negro a São Gabriel do Oeste.
A CGU informou que o governo estadual emprestou R$ 730 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Deste montante, R$ 50 milhões foram aplicados na rodovia em questão.
(*)A reportagem, de Celso Bejarano, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.