Cidades

LAMA ASFÁLTICA

Prefeitura suspende contratos com a Proteco, mas mantém com outra investigada

Suspensão com a Intel Informática paralisaria todo o sistema do Executivo Municipal

Redação

28/07/2015 - 16h50
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A Prefeitura vai acatar a recomendação do Ministério Público Estadual e vai suspender quatro contratos com a Proteco – empreiteira de João Krampe Amorin investigada pela Operação Lama Asfáltica, mas vai manter os da Intel Informática – empresa de Antônio Baird que também é alvo de investigação. Esses contratos conforme frisou o chefe do gabinete do prefeito Gilmar Olarte (PP), Paulo Matos foram firmados em gestão anterior, mas ainda estavam vigentes.

Sobre a decisão em não suspender o contrato com a Intel Informática que gerencia vários dados da Prefeitura, outra recomendação do MPE, Paulo Matos alegou que isso representaria total paralisação dos sistemas e da máquina pública.

A Procuradoria Jurídica da Prefeitura instaurou sindicância para apurar irregularidades nos contratos firmados com as duas empresas.

Os contratos suspensos foram firmados entre 2011 e 2012. Um deles se tratava de tapa-buraco e fornecimento de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ ) na microrregião do Bandeira Vila Progresso, Jardim Paulista e Jardim TV Morena. Com valor total de R$ 3.860. 990,40, teve início em março de 2012 e se estenderia até 31 de julho deste ano.

Outro contrato, de manutenção de estradas vicinais em Campo Grande, teve início no dia 24 de agosto de 2011 e estaria vigente até 18 de dezembro, com valor total de R$ 3.753.995,30.

No dia 5 de março de 2012 teve início o contrato de manutenção de vias não pavimentadas consistindo na execução de serviços de limpeza e revestimento primário na microrregião do Jardim das Nações e Jardim Botânico, com valor total de R$ 5.074.841,00, terminaria no dia 29 de setembro deste ano.

Por fim, o último contrato suspenso com a Proteco, de reconformação de vias com o fornecimento e transporte de material de revestimento primário em diversas localidades de Campo Grande, também teve início no 5 de março de 2012 e estaria vigente até o dia 31 deste mês. O valor total era de R$ 6.035.395,00.

Com a suspensão, a Prefeitura deixará de pagar R$ 7.023.641,73 até o fim do ano, já que os valores totais dos contratos ainda não haviam sido pagos.

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