Cidades

MIGRAÇÃO

Com retração da economia, lojistas deixam área central

Empresários de Campo Grande fecham as portas e tentam recomeçar nos bairros

Redação

02/08/2015 - 00h00

Impactados pela crise econômica, retração de consumo e aumento de despesas, como energia elétrica e aluguel, comerciantes estabelecidos na região central estão literalmente “jogando a toalha” e fechando as portas, optando por migrar para outros bairros ou até mesmo suspendendo temporariamente as atividades, por falta de perspectiva. Em levantamento informal feito no quadrilátero formado pelas avenidas Afonso Pena, Mato Grosso, ruas 26 de Agosto e Calógeras, o Correio do Estado constatou que ao menos 180 lojas e salões comerciais estão nessa situação, à espera de locação, venda ou simplesmente sem funcionar por tempo indeterminado. 

Em conversa com comerciantes, a avaliação geral é que a atividade já vinha de um ano particularmente difícil (2014, quando houve Copa do Mundo, eleições e vários dias úteis a menos no calendário), porém 2015 agravou ainda mais o cenário, ao atingir em cheio a intenção de consumo da população. “Quando a economia está crescendo, tudo funciona e o país não está crescendo mais”, analisa Carlos Vilalba, proprietário de uma loja de materiais esportivos na Rua Sete de Setembro. Ele conta que o novo prédio do estabelecimento foi inaugurado há um ano e meio e desde então tenta passar o ponto comercial do antigo — um imóvel com garagem para 18 veículos, loja, sobreloja e primeiro andar, cada piso com 365 metros quadrados —, situado em frente ao atual, sem sucesso. 

(*) A reportagem, de Daniella Arruda, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

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