A Prefeitura de Campo Grande aposta em mediação judicial, nesta segunda-feira (24), para impor fim a greve de professores iniciada há mais de dois meses. Os profissionais cobram o cumprimento de lei municipal que assegura reajuste de 13,01% ao magistério e incorpora o piso nacional para 20 horas semanais.
Conforme o secretário Municipal de Educação, Marcelo Monteiro Salomão, o último balanço realizado apontava que 341 professores permaneciam em greve. Neste caso, mediação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) seria “esperança para reduzir os efeitos de não se terminar o ano letivo em dezembro”.
O desembargador relator Romero Osme Dias Lopes, inclusive, notificou as partes sobre o processo previsto para às 14h30. Mecanismo semelhante já havia sido adotado pelo Tribunal para finalizar a greve de professores da rede estadual.
Enquanto a prefeitura aponta a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) como empecilho para cumprir a lei de reajuste, propostas de parcelamento em 10 vezes e reposição em cartão alimentação foram rejeitados pelos professores.
“Não conseguimos denominador comum e um parecer do tribunal será importante para resguardar ambos os lados”, completou Marcelo Monteiro.