Santa Casa e Prefeitura de Campo Grande ainda negociam contrato para manutenção dos serviços em saúde de média e alta complexidade. Há consenso de que o custeio seria de pouco mais de R$ 20 milhões mensais, porém o repasse para alguns serviços depende de definição do grau de complicação.
Diretor da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Antônio Lastória, disse nesta segunda-feira (24), depois de reunião no gabinete da prefeitura, que para fechar acordo faltam definir “pontos administrativos internos”, relativos a qual área terá maior destinação de recurso, se a média ou a alta complexidade.
Lastória ressaltou que o contrato não pode ser utilizado como instrumento de negociação mês a mês, por isso, sugeriu que o ideal é contrato com renovação e aditivo feitos para atender a necessidade.
Já o presidente da Associação Beneficente de Campo Grande, Wilson Teslenco, admitiu que atualmente a Santa casa atende com déficit de R$ 13,1 milhões de repasses em atraso, relativos aos serviços prestados à Prefeitura de Campo Grande, o que impacta na aquisição de materiais e medicamentos, além do pagamento de funcionários do hospital.
Com relação ao déficit, Antônio Lastória ressaltou que o momento é de crise e a regularização do pagamento será feito de acordo com as possibilidades.
A previsão é de que nova reunião aconteça na tarde desta segunda-feira, com representantes do Governo do Estado.