Cidades

Casas populares

Tensão entre invasores e moradores aumenta e confusão vai parar na polícia

No bairro Caiobá II e entregue há 1 mês, residencial tem pelo menos 40 casas ocupadas

Redação

04/09/2015 - 08h10

A queda de braço entre famílias sorteadas para ocupar casas populares e invasores foi parar na polícia. Inaugurado no início do mês passado, o residencial Celina Jallad, no bairro Caiobá II, é palco de invasões desde o início da semana. Segundo apurou a reportagem, pelo menos 40 casas estão ocupadas por invasores.

Na noite desta quinta-feira (3), de acordo com boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar faziam rondas pelo residencial quando foram acionados para atender uma briga.

Em uma das casas, uma mulher de 45 anos pedia aos policiais ajuda para socorrer o filho de 22 anos. Segundo relatos dela, moradores invasores do residencial agrediram o rapaz.

O jovem, em companhia da mãe, foi até o residencial entrar na casa que havia sido sorteada para ele. No entanto, chegando lá, encontrou Claudia Eguez da Silva, de 21 anos, e Rafael Corrêa de Souza, 22 anos, moradores que ocuparam a residência dele.

Para entrar na casa, os moradores arrombaram a porta da residência. Eles disseram aos verdadeiros donos que só entraram no local porque não tinham para onde ir.

Com a chegada dos policiais, os jovens foram levados para a delegacia, mas na ida para a unidade policial, acabaram discutindo com os policiais e resistindo à prisão.

Depois disso, houve discussão entre os policiais e cerca de 400 moradores que estavam no residencial. Alguns defendiam a ação da polícia e outros, também invasores, defendiam o casal detido.

INVASÃO

Na última quarta-feira, uma testemunha que mora no local disse ao Portal Correio do Estado que a idosa Maria de Fatima Ribamar, 70 anos, que tem problemas de saúde, e seu marido, também idoso, receberam ligação da EMHA (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande) para buscar as chaves de casa.

Na própria agência, os dois foram informados que deveriam ir ao local ver se a casa não havia sido invadida. A idosa então foi no local e ao constatar a invasão, voltou à agência e contou o fato aos responsáveis, que apenas disseram que o casal deveria esperar pela Justiça.

A testemunha contou, ainda, que o casal de idosos não tem onde morar e se o caso não for resolvido, eles deverão ir pra rua. O casal morava de aluguel, mas devido à dívidas de atraso, foram desapropriados. A solução era a saída da casa própria, mas com a invasão, eles não têm para onde ir.

De acordo com a moradora do residencial, que pertence ao programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal e foi inaugurado no mês passado, cerca de 40 casas estão invadidas.

A reportagem entrou em contato com a EMHA mas até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.

 

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