Cidades

Ética

Depois de 11 anos, Câmara cria comissão que pode cassar oito vereadores

Comissão foi instituída a 11 anos por meio de decreto, mas agora será permanente

Redação

08/09/2015 - 10h30

Depois de 11 anos, a Câmara Municipal de Campo Grande criou a comissão de ética permanente. O grupo de quatro vereadores será responsável por investigar envolvimento de outros oito colegas em suposto esquema de compra de votos que terminou na cassação do prefeito Alcides Bernal (PP), em março do ano passado.

Na última sexta-feira (4), o Portal Correio do Estado noticiou que mesmo instituída há 11 anos por decreto, a comissão havia sido utilizada apenas uma vez.

Nesta terça-feira (8), o presidente da Casa, Flávio César (PT do B), afirmou que a comissão será permanente. A atitude foi tomada depois de parecer da procuradoria-jurídica da Casa, emitido na última sexta.

O presidente da comissão de ética será o vereador João Rocha (PSDB) e os outros três integrantes serão Chiquinho Telles (PSD), no cargo de vice-presidente, Herculano Broges (SD) e Airton Araújo (PT).

Questionado sobre o porquê de a comissão de ética não ter sido criada em caso anterior, como o envolvendo o ex-vereador Alceu Bueno (ex-PSL) em suposto esquema de exploração sexual, Flávio César afirmou que não houve tempo para a instituição da comissão.

“Não houve tempo hábil suficiente porque ele renunciou. A casa trabalha à luz de regras regimentais, dentro da necessidade de criar ação”, disse.

O presidente da Comissão de Ética, João Rocha, ressaltou que os trabalhados devem iniciar com dados cedidos pelo Ministério Público Estadual (MPE) e a intenção é trabalhar em conjunto com o Tribunal de Justiça na apuração dos fatos. Entre as punições previstas está desde censura verbal, escrita até a cassação dos vereadores. 

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