A concessão da BR-163 em Mato Grosso do Sul para a CCR MSVias, mesmo em meio às polêmicas, como no caso do Distrito de Anhanduí, em Campo Grande, trará certa alegria aos prefeitos das 21 cidades lindeiras, por onde passa a rodovia.
Cinco por cento da receita líquida arrecadada pela concessionária será repassado todos os meses para os municípios margeados pela estrada, injetando cerca de R$ 1,5 milhão por mês nas receitas das Prefeituras, considerando o faturamento esperado de R$ 30 milhões/mês com a arrecadação de pedágios. Isso, através do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).
De acordo com o diretor-presidente do grupo, o dinheiro será rateado proporcionalmente entre as 21 cidades, de acordo com a extensão da rodovia em seu território. Campo Grande pegará a maior fatia, 9,694% do total, o que equivale a pouco mais de R$ 145 mil por mês, sem a necessidade de fazer qualquer esforço em contrapartida, somente porque cerca de 82 quilômetros da BR-163 passam pela Capital.
*A reportagem de Lucas Junot está na edição de hoje do Correio do Estado.