Cidades

População na espera

Governo muda regras de contratos para tentar acelerar obras no Estado

Relatório da Seinfra indicou que mais da metade das 340 obras em MS estão emperradas

Redação

19/09/2015 - 12h00
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A Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) alterou o formato dos contratos de obras que serão feitos em Mato Grosso do Sul neste ano na tentativa de dar mais celeridade nas construções. Levantamento feito neste ano a partir do Projeto Obra Inacabada Zero indicou que 174 contratos apresentaram problemas e geraram atraso ou paralisação no andamento. No total, há 340 projetos assinados desde o mandato anterior.

O atraso no canteiro de obras gera diversos problemas, tanto para os cidadãos como para a máquina pública. A população carece com falta de escola, delegacia, melhorias no saneamento básico e no abastecimento de água quando esses empreendimentos não são concluídos com agilidade. Já o Estado acaba gastando mais do que estava programado com reajustes anuais e a incidência de outros índices.

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, as mudanças das bases de contratos deve garantir mais facilidade no controle e melhorias no tempo da prestação do serviço.

“Antes, tínhamos seis tipos de contratos (rodovias pavimentadas, não pavimentadas, conservação de pontes de madeira, fornecimento de massa asfáltica, drenagem e de reforma de pontes de madeira). O que há de diferente agora é que juntamos em um só contrato (os quesitos) pavimentadas, não pavimentadas e fornecimento de CBUQ (massa asfáltica)”, detalhou Miglioli.

Ele exemplificou as vantagens dessa mudança. “O ganho disso é que você encorpa o contrato. Por exemplo, nas obras não pavimentadas, no modelo antigo, o equipamento (utilizado na manutenção) era da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e ficava com as empresas. Hoje 100% da estrutura são das empresas. No fornecimento de massa asfáltica, antes uma empresa precisava de outra e agora a empresa executora tem uma usina dentro do seu pátio. Entendemos que assim você abaixa o custo (do contrato)”, defendeu.

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