Enquanto a prisão do prefeito afastado Gilmar Olarte e do empresário João Krampe Amorim, deferidas na noite de ontem (30) pelo desembargador Luiz Claudio Bonassini, não acontecem, promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) são treinados para periciar os 17 celulares apreendidos na operação Coffee Break, no dia 25 de agosto.
Responsável por toda a investigação, o promotor Marcos Alex foi até o Instituto de Criminalística (IC) da Capital na companhia de outros dois promotores para um curso expresso sobre análise de dados de aparelhos de celular.
Peritos do instituto ficaram responsáveis por repassar as técnicas aos promotores. Os 17 celulares apreendidos de vereadores e empresários continuam em poder do Gaeco e, ao que tudo indica, ainda não foram objeto de perícia.
Em decisão de ontem à noite, o Tribunal de Justiça negou pedido do Ministério Público para afastamento dos veradores.
PRISÃO
Nesta quinta-feira (1º), oficial de Justiça em companhia de policial militar procuraram o prefeito afastado Gilmar Olarte e o empresário João Amorim para prendê-los depois que a Justiça acatou pedido do Gaeco.
Até agora, nenhum dos dois foi preso e a defesa de Gilmar Olarte já afirmou que ingressará com pedido de habeas corpus e que a situação de prisão é “esdrúxula”.
O paradeiro do ex-prefeito e do empresário, ambos acusados de liderar esquema que contou com compra de vereadores para cassação de Alcides Bernal (PP), em março de 2014, ainda é incerto.