Os escândalos políticos que culminaram nas prisões do prefeito afastado Gilmar Olarte e do empresário João Krampe Amorim são os assuntos dos últimos dias nas ruas da Capital. No Portal Correio do Estado, os comentários são de revolta e até comemoração pelas investigações terem se transformado em prisões e punições futuras. Nas ruas, o sentimento é de que a Justiça está começando a ser feita.
Em uma rápida volta no centro da cidade, depois de a notícia da prisão de Gilmar Olarte estar “na boca do povo”, não foi difícil encontrar gente que acompanhou os escândalos e agora torce por um desfecho justo.
O mototaxista Jozier Raimundo Sobrinho, de 34 anos, é o responsável por informar os colegas de profissão e de ponto sobre as novidades no cenário político. Ele diz ter ficado feliz com as prisões.
“Justiça está sendo feita e surpreendeu sendo uma pessoa que prega o bem, mas que parece não praticar”, disse.
Para a auxiliar técnico Paula Souza, de 30 anos, o sentimento é “misto entre Justiça e decepção”. Justiça, segundo ela, porque Olarte foi detido e decepção por a cidade ter ficado nessa troca “e não saber quem vai ficar como prefeito”.
Outra que acompanha as movimentações é a promotora de vendas Cristina Aguileira, 38 anos, ela admite que votou em Alcides Bernal (PP) e que deveria ter pesquisado melhor o vice-candidato, na época, Gilmar Olarte.
“A dúvida agora é em relação aos vereadores, se houve complô, todos deveriam ser retirados. Sei que Olarte não ficará preso muito tempo e a decepção é grande”, completa.
Arlindo Francisco da Costa, 71 anos e aposentado lamenta o fato de as pessoas entrarem na politica e acabar sinceridade.
“Você vota na pessoa porque tem confiança aqui fora e quando entra muda ou sai fora. É feio para a cidade um ex-prefeito preso, mas não tem honesto mesmo”, completa.
PRISÃO
Depois da decretação das prisões de Olarte e Amorim, na noite da quarta, oficial de Justiça e policial militar procuraram pelos dois pela cidade na manhã de ontem (1º), mas eles não foram encontrados.
Na tarde de ontem, Amorim se entregou na sede do Garras e Gilmar Olarte também se apresentou à polícia na madrugada desta sexta-feira (2), na 3ª delegacia de polícia da cidade.