Depois de trinta anos sem energia elétrica em casa, a catadora de iscas no Rio Paraguai, dona Maria, 60 anos, moradora da comunidade ribeirinha de Porto da Manga, em Corumbá terá energia em sua casa. Este foi um dos 20 atendimentos realizados por meio do projeto "Justiça Sobre as Águas", que atendeu a população ribeirinha que vive nas margens do Rio Paraguai, em pleno Pantanal sul-mato-grossense.
Segundo o site Correio de Corumbá, em breve, dona Maria e sua família poderão desfrutar da energia elétrica para, por exemplo, refrigerar as iscas, que são seu sustento. Ela sai todos os dias às 4 horas da tarde para catar iscas para pesca e só volta às 4 horas da madrugada.
Conforme a reportagem, o juiz que atuou no projeto conta que na casa de dona Maria vive também uma criança de dois anos, mas a catadora de iscas não consegue que a companhia de energia elétrica disponibilize o serviço em sua residência, mesmo havendo energia nas casas vizinhas.
"Dona Maria fez a reclamação, perante o Juizado Especial, e logo foi concedida a Antecipação de Tutela. Com a nossa volta, a demanda foi distribuída e depois da intimação da companhia de energia ela terá o prazo de 10 dias para fazer a ligação da energia", disse o magistrado, que contou que outras famílias também fizeram a mesma reclamação e, em breve, terão energia elétrica em casa.
Esta já é a segunda missão do projeto "Justiça Sobre as Águas". A primeira visita às comunidades do Rio Paraguai aconteceu em março deste ano, quando a equipe navegou pelo Rio Paraguai para levar justiça aos ribeirinhos.