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Novo pedido de impeachment deve ser decidido em novembro, diz Cunha

Novo pedido de impeachment deve ser decidido em novembro, diz Cunha

Redação

27/10/2015 - 08h18
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O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta segunda-feira (26) que deve decidir em novembro se acolhe ou não pedido de abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff protocolado na semana passada pela oposição e elaborado pelo fundador do PT Hélio Bicudo.

Segundo o peemedebista, o requerimento cumpre os requisitos formais, como correta identificação dos autores e autenticações em cartório. Portanto, não será preciso devolver o documento para a correção de falhas processuais, como ocorreu com a maioria dos pedidos de impeachment encaminhados neste ano à Câmara.

"Estou estudando bem esse principal. Obviamente não concluí a leitura toda no fim de semana. Mas fiz uma boa leitura dele. Tentarei ser o mais rápido possível dentro do juízo da convicção. Vou ver se conseguirei fazer no curso do mês de novembro. Vou tentar fazer.  A única coisa é que não terá notificação para cumprir os requisitos formais, porque eles estão preenchidos. Isso eu já constatei", disse Eduardo Cunha.

O pedido de impeachment a que o peemedebista se refere foi apresentado na última quarta-feira (21) por parlamentares da oposição. O documento foi elaborado por Bicudo e o jurista Miguel Reale Junior.

Inicialmente, a oposição planejava fazer um aditamento a um pedido já existente – que já tramita na Câmara e está pendente de análise de Cunha – para incluir as "pedaladas fiscais" do governo em 2015, como é chamada a prática de atrasar repasses a bancos públicos a fim de cumprir as metas parciais da previsão orçamentária.

Os deputados oposicionistas desistiram de fazem um aditamento ao pedido anterior porque a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender o rito definido por Cunha para eventuais processos de impeachment não permite aditamentos a pedidos já em tramitação. O novo pedido tem cópia de decretos presidenciais assinados por Dilma que, segundo eles, embasam a tese das pedaladas.

A estratégia é contornar o argumento do presidente da Casa, de que a presidente só pode ser responsabilizada por atos cometidos durante o seu mandato em vigência. Cabe ao presidente daCâmara analisar os pedidos de impeachment e decidir por acolher ou rejeitar. Se o pedido for aceito, deverá ser criada uma comissão especial responsável por elaborar um parecer pela abertura ou não de processo, a ser votado no plenário da Casa.

Para ser aprovado, o parecer dependerá do apoio de pelo menos dois terços dos 513 deputados (342 votos). Se os parlamentares decidirem pela abertura do processo de impeachment, Dilma será obrigada a se afastar do cargo por 180 dias, e o processo seguirá para julgamento do Senado.

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