Esperada há anos por comerciantes, trabalhadores e consumidores, o videomonitoramento do Centro de Campo Grande saiu do papel em junho deste ano, mas a instalação das 22 câmeras não está surtindo o efeito esperado pelos empresários da região. Na semana passada, uma reunião foi feita entre representantes do Conselho de Segurança do Centro e a Secretaria Municipal de Segurança e a cobrança dos empresários é grande.
Paulo Matos é vice-presidente do Conselho de Segurança e afirma que desde que as câmeras começaram a funcionar, não houve a redução esperada na criminalidade no Centro. A principal reclamação é a falta de pessoal na base onde as imagens podem ser acompanhadas em tempo real.
A prefeitura, por meio da Guarda Municipal, é responsável pelo trabalho que tem como objetivo ser preventivo, ou seja, agir antes do crime acontecer. Para isso, o acompanhamento das imagens de forma integrada com as equipes nas ruas é fundamental.
Paulo afirma que mobilização está sendo feita entre os comerciantes para cobrança maior da Guarda Municipal em relação ao trabalho. “A gente sente que falta administração e gestão com relação às câmeras, as informações não chegam até as pessoas que estão nas ruas”, disse o vice-presidente do Conselho.
O representante afirma, ainda, que na reunião realizada na semana passada com o titular da Secretaria de Segurança, Luidson Noleto, uma “desculpa” dada pela prefeitura seria o fato de haver poucos profissionais para monitorar as imagens, tendo em vista que muitos guardas estariam ajudando na fiscalização do trânsito da cidade.
Em entrevista ao Portal Correio do Estado, Noleto negou haver poucos profissionais, segundo ele, até o fim desse mês uma novidade irá aumentar a eficácia das câmeras de segurança.
“Nós estamos estruturando uma resposta vinculada às câmeras. Vamos operacionalizar um veículo com servidores da Guarda que terão contato direto, através de rádio ou telefone, com a central de monitoramento, assim as ações serão mais rápidas”, afirma.
O secretário garante que o veículo estará nas ruas no fim de novembro e que a ação será feita 24 horas por dia.