A Secretaria Municipal de Saúde citou na manhã desta quinta-feira (5), que 21 bairros de Campo Grande foram classificados em situação de alerta para o risco de epidemia de dengue.
O anúncio foi feito pelo chefe de controle de endemias vetoriais, Alcides Ferreira, durante a apresentação do plano de combate à dengue, chikungunya e Zika para o ano de 2015 e 2016, no auditório do Conselho regional de Arquitetura e Agronomia (Crea).
Entre os bairros onde foram encontrados maiores focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças, estão: Noroeste, Veraneio, Guanandi, Taquarussu e Jacy. “O combate é questão de educação”, destacou Alcides.
Nestas regiões em que a situação para epidemia é mais crítica haverá maior empenho no combate e controle da doença. No entanto, por toda a cidade, 2,5 mil agentes de saúde fazem força-tarefa para fiscalizar e tomar medidas cabíveis quando encontrados focos de reprodução do mosquito.
No caso de imóveis fechados, segundo o secretário municipal de saúde, Ivandro Fonseca, não é descartado que a Prefeitura recorra, inclusive, à Justiça. “Se for preciso, vamos recorrer à Justiça para que agentes possam entrar nos locais fechados e desenvolver os trabalhos de prevenção. Também vamos aplicar multas e até desapropriação de terreno onde houver denúncias de procriação do mosquito”, enfatizou.
Também deve compor a força-tarefa de controle ao vetor, o Exército Brasileiro. Pedido foi encaminhado ao Comando Militar do Oeste, que ainda faz a avaliação.
Durante a apresentação da ação de saúde, também foi citado que 86% dos focos do mosquito foram encontrados em residências. Apenas 4,3%, em terrenos baldios.
NÚMEROS
Último levantamento feito pela Secretária de Estado de Saúde (SES) mostra que até o dia 31 do mês passado, foram feitas 6,1 mil notificações de dengue, na Capital. Duas pessoas morreram em consequência da doença.
No Estado, foram confirmados 31,5 mil casos e 13 mortes. Uma está em investigação.