A Petrobras convocou os petroleiros grevistas para uma reunião na próxima segunda-feira (9). A companhia não confirma a pauta, mas a FUP (Federação Única dos Petroleiros), espera que seja discutida sua Pauta pelo Brasil, que pede a retomada de investimentos e a suspensão da venda de ativos.
Os petroleiros estão em greve desde a última quinta (29), quando os cinco sindicatos filiados à FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) iniciaram a paralisação.
No domingo, 13 sindicatos filiados à FUP aderiram à greve. Entre eles, está o Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte-Fluminense), que atua na Bacia de Campos -maior produtora de petróleo do país.
A FUP diz que se recusa a discutir o reajuste salarial de 2015 enquanto a Petrobras não se manifestar a respeito da Pauta pelo Brasil. Já a FNP pede 18% de reajuste. A Petrobras oferece 8,11%.
IMPACTO
A greve tem afetado a produção de petróleo e de combustíveis pela Petrobras. Mas, em nota divulgada nesta sexta-feira (6), a FUP negou que haja riscos ao abastecimento.
"A verdade é que a greve dos petroleiros não influencia na produção e no preço dos combustíveis. Não vai faltar gasolina", disse a entidade, em resposta a supostos boatos sobre a falta de combustíveis em postos de São Paulo, que estariam provocando alta de preços.
O Sindipetro de Minas Gerais também divulgou nota negando a paralisação da Refinaria Gabriel Passos e a possibilidade de falta de produtos.
A Petrobras calcula que, até quinta-feira (5), a paralisação de plataformas de petróleo representou uma perda de 718 mil barris de petróleo.
RAIO-X DA GREVE
ADESÃO
13 sindicatos ligados à FUP, filiado à CUT, e 5 da FNP
O QUE PEDEM
Reajuste de 18% segundo a FNP; revisão do plano de desinvestimentos, reposição de empregados por meio de concurso público, entre outros.
O QUE A ESTATAL OFERECE
Reajuste de 8,11%; a companhia se nega a discutir propostas "políticas".
HISTÓRICO DE NEGOCIAÇÕES
Nos últimos 12 anos, a categoria teve ganho real acima da inflação.