Apesar de ter se “livrado” do julgamento da Câmara Municipal, na última quinta-feira (12), que arquivou a Comissão Processante que poderia cassar seu mandato, o prefeito afastado Gilmar Olarte (PP) encara no próximo dia 27 de novembro a audiência de instrução e julgamento que investiga o mesmo caso de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Além do progressista outros dois réus, ex-assessor do município, Ronan Edson Feitosa de Lima, investigado por corrupção passiva, e Luiz Márcio dos Santos Feliciano, por lavagem de dinheiro, participam do processo que está nas mãos do desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva. Conhecida por Operação Adna, o caso ficou famoso nacionalmente por se tratar de cheques de eleitores em branco.
A defesa de Olarte arrolou 15 testemunhas entre elas quatro agiotas, dois assessores de políticos, além do ex-prefeito, Nelson Trad Filho (PMDB), ex-governador André Puccinelli (PMDB) e presidente da Câmara Municipal afastado, Mário César (PMDB). O advogado Jail Azambuja também incluiu na lista da defesa todos os servidores integrante do setor de operações e inteligência do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela investigação que originou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) do caso.
A acusação aponta que o grupo criminoso teria movimentado cerca de R$ 1 milhão. A apuração contou com a compilação de oito mil gravações telefônicas. O advogado de Olarte ainda questiona o trabalho de interceptação telefônica feita pelo Gaeco. “Pedimos que a perícia oficial do Tribunal de Justiça analise o trabalho feito pelos peritos do Gaeco após ouvir todas as testemunhas do processo”.