Danos causados pela chuva podem, segundo o prefeito Alcides Bernal (PP), resultar em decreto de situação de emergência em Campo Grande. A medida passa por análise técnica depois do registro de uma morte, inundações e queda de árvores.
“Já solicitei que faça levantamento técnico para verificar a necessidade de se decretar situação de emergência. Tendo essa informação não descarto, mas antevejo”, pontuou Bernal ao visitar áreas na Avenida Ernesto Geisel.
Pontos críticos estariam sinalizados, assim como equipes de limpeza trabalham para liberar ruas e avenidas. Somente em trecho da Rachid Neder com a Ernesto Geisel teriam sido removidos cinco caminhões de entulho e galhos. Árvores inteiras se encontram travadas embaixo de pontes.
No sábado (5), a precipitação chegou a 59,6 mm. Ruas e avenidas ficaram submersas, como na Via Park, e uma pessoa morreu. Uma família, de acordo com a Defesa Civil, teve que deixar sua casa no Monte Castelo depois desta ser inundada pela água.
Bernal associou os estragos a falta de qualidade na execução de obras públicas e o desrespeito ao plano diretor de drenagem. O progressista ainda pretende cobrar da concessionária CG Solurb reforço na limpeza de bueiros, além da própria equipe da prefeitura pela fiscalização deste serviço e de multas aos cidadãos que descartam inadequadamente entulho e galhos de árvores.
O coordenador da Defesa Civil, Walmir Barbosa Lima, ressaltou que precipitações superiores a 18mm são suficientes para colocar o município em alerta. Balanço dos estragos e valor dos prejuízos ainda estão sendo calculados.
Imagens aéreas, feitas com drone e cedidas por Carlos Alberto da MS no Ar, fornecem a dimensão dos estragos em trecho da Ernesto Geisel próximo ao que seria o Centro de Belas Artes, no Bairro Cabreúva.