Em quatro dias, mais que dobrou o número de casos suspeitos de zika vírus em Campo Grande. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), no dia 4 de dezembro, existiam 34 notificações para a doença, no balanço divulgado nesta terça-feira (08), o número saltou para 75, um aumento de 120%.
Ainda conforme os dados, de 27 de janeiro a 8 de dezembro, foram 7.614 notificações de doenças transmitidas pelo aedes aegypti, sendo 3.819 casos confirmados de dengue, cinco com dengue grave e três mortes. Com relação à chikungunya, neste mesmo período ocorreram 74 notificações, com dois casos confirmados (importados).
PREVENÇÃO

Mutirão formado por agentes de saúde e 50 militares – cabos e soldados – estará, a partir desta quarta-feira (09), nas ruas de Campo Grande para recolher pneus jogados em terrenos pela população. A ação visa combater a proliferação do mosquito aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika virus.
Nesta terça-feira (08), os militares passaram por treinamento da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). O coordenador da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais da Sesau, Alcides Ferreira, explicou que nesse primeiro momento que o foco é os pneus como criadouro dos mosquitos. Esses militares se dividiram nas sete regiões urbanas de Campo Grande, sendo que em cada veículo terá seis militares e um agente epidemiológico para ajudar a identificar e orientar sobre o mosquito. Os pneus serão levados para uma empresa especializada, onde terão seu descarte adequado.
POSSIBILIDADE DE EPIDEMIA
Na edição desta terça-feira do jornal Correio do Estado, na avaliação do infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Mato Grosso do Sul, Rivaldo Venâncio, uma epidemia de chikungunya e zika vírus é “questão de tempo” e que “não tem solução em curto prazo”. Ele afirma que a situação é séria e mais preocupante porque as autoridades em saúde ainda estão aprendendo a lidar com essas duas doenças.