O secretário de Infraestrutura de Campo Grande, Amilton Cândido, informou nesta quarta-feira (27) que irá solicitar às cinco empresas que prestam serviço de tapa-buraco a reforçar as equipes de trabalho.
Segundo o secretário, será solicitado que as empreiteiras disponibilizem, pelo menos, quatro equipes para aumentar o serviço e dar conta do grande número de buracos existentes na cidade, que deve aumentar ainda mais com as chuvas neste fim de mês. A prefeitura também vai aumentar o número de equipes nas ruas.
Ainda conforme o secretário, a força-tarefa tapou 50 mil buracos e utilizou R$ 4 milhões.
PÉSSIMA QUALIDADE
Apesar do número expressivo de buracos tapados, a reportagem do Correio do Estado denunciou que serviço tinha pouca durabilidade, já que as chuvas abriam as crateras novamente.
Nesta quarta-feira, a situação se repete. leitor do Portal Correio do Estado flagrou o serviço de tapa-buraco sendo feito com bica corrida, na rotatória da Avenida Euler de Azevedo com a Presidente Getúlio Vargas, Bairro Santa Carmélia.
Este material é bem inferior ao composto betuminoso usinado à quente (CBUQ). A bica corrida, segundo a prefeitura, é feito com mistura de pó de pedra com brita. O material é recomendado como reforço de subleito de pavimentação de vias. O prazo de validade deste serviço é de, no máximo, 15 dias, porém, com as chuvas constantes, deve ter duração menor.
Em nota, a prefeitura de Campo Grande confirmou que as equipes realizaram serviço nesta manhã no local e justificou a medida alegando que é uma forma de amenizar os buracos. "É melhor colocar a bica do que deixar o buraco descoberto", consta na nota. A prefeitura, porém, garante que o CBUQ será adicionado posteriormente.
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