Janecler Nunes da Silva, 33 anos, que estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Paranaíba, a 407 quilômetros da Capital, com suspeita do vírus Zika e evolução para a Síndrome de Guillain-Barré, foi transferida para o Hospital Universitário de Campo Grande, no último dia (3), depois que o estado de saúde piorou.
Segundo o cunhado Renato Mendes, de 39 anos, a família ainda aguarda o resultado de exames, diante do desconhecimento científico em relação ao vírus Zika e suas consequências. A vítima respira por aparelhos e também perdeu a fala.
De acordo com o Tribuna Livre, Janecler começou a ser acompanhada desde o dia 28 de janeiro, quando passou a apresentar sintomas da dengue, como febre, dores nas juntas e mal estar. Com dormência nas mãos, procurou a Santa Casa, foi medicada e liberada.
Na sexta-feira (29), o quadro se agravou e não conseguiu trabalhar. No sábado de manhã, precisou retornar ao hospital, quando recebeu uma injeção, tomou soro e novamente foi liberada. No dia, Janecler não aguentava permanecer em pé e saiu de cadeira de rodas.
No domingo (31), passou mal, não sentia mais as pernas e no final da tarde durante o banho, não aguentou permanecer em pé devido a sensação de fraqueza.
Já na segunda-feira (1º), a mulher não conseguia sentir mãos e pés e foi levada à Santa Casa pelo Corpo de Bombeiros, onde ficou em observação, mas não foi internada.
Segundo o cunhado, Janecler passou a ter sintomas de dengue hemorrágica e às 20 horas foi levada para a UTI, onde permaneceu até ser transferida para Campo Grande, para atendimento com um neurologista.
De acordo com os exames realizados, os médicos de Paranaíba suspeitam da Síndrome de Guillain-Barré, doença que pode se evoluir depois do contágio pelo vírus zika, esta transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.