A Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul tenta mobilizar prefeitos, secretários e vereadores para dar corpo à XIX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O movimento é organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e tenta sensibilizar o governo federal para que mais recursos sejam direcionados às prefeituras.
O evento, neste ano, acontecerá entre 9 e 12 de maio em Brasília (DF). Desta vez, uma das principais preocupações que serão discutidas é como os municípios irão garantir reajuste a servidores, principalmente os professores, sem violar a Lei de Responsabilidade Fiscal, que limite o gasto com folha de servidores.
Representantes do Tribunal de Contas da União e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil devem promover discussão sobre o tema logo no segundo dia de encontro.
Segundo o presidente da Assomasul, Juvenal Neto (PSDB), também chefe do Executivo de Nova Alvorada do Sul, 120 quilômetros de Campo Grande, os colegas políticos precisam promover uma participação maciça para que o ato tenha efeito e força junto ao governo federal.
Ano passado, 40 prefeitos participaram da Marcha. Alguns dos municípios representados eram Angélica, Camapuã, Jaraguari, Mundo Novo, Água Clara, Naviraí, Nova Andradina, Bonito, Ribas do Rio Pardo e São Gabriel do Oeste.
Em números nacional, quase 8 mil gestores participaram do evento em 2015. Na época, foi ponto mais debatido foi a reforma política.
O movimento neste ano está no início e a Assomasul ainda não confirmou se há prefeitos, vices e secretários já confirmados.
Alcides Bernal, chefe do Executivo da Capital, também não se definiu se marcará presença no evento. Os prefeitos não pagam para participar do movimento. Vereadores ou participantes de outros cargos tem valor da inscrição entre R$ 270 a R$ 300.
Os municípios que contribuem com o CMN, os participantes pagam entre R$ 1,9 mil a R$ 1,3 mil.