O prefeito Alcides Bernal (PP) provocou revolta em vereadores e deputados estaduais depois de exonerar diretores e adjuntos da educação na primeira semana do ano letivo em Campo Grande.
Publicação extra do Diário Oficial, na quarta-feira (17), listou a troca de 14 diretores de Centros de Educação Infantil (Ceinf), além de 24 diretores de escolas municipais e sete diretores-adjuntos. A alteração foi realizada, de acordo com a assessoria da prefeitura, por “critério técnico”.
O presidente da Câmara Municipal, João Rocha (PSDB), disse custar crer em uma exoneração com viés político. Ele considerou inadequada a ação, pois dificulta a recolocação dos profissionais no mercado de trabalho e traz ao ambiente escolar “situação inconstante com pais, professores e alunos”.
Para o deputado Pedro Kemp (PT) a medida agrava as dificuldades já existentes como a falta de uniforme, kits escolares e merenda nas unidades de ensino da Capital.
“Teve todo o segundo semestre do ano passado para organizar isso, então causa indignação. A mudança vem por questão política para nomear pessoas ligadas ao prefeito e, por isso, defendo eleições diretas para que diretores sejam escolhidos pela comunidade”, ressaltou o petista.
O presidente da Associação Campo-grandense dos Professores (ACP), Lucílio Souza, afirma que as exonerações significam retrocesso no processo democrático de escolha de diretores. "Nós ficamos indignados e vamos pedir para que a prefeitura esclareça como foi a condução desse processo, como selecionou os novos diretores sem edital", questiona.
Lucílio afirma, ainda, que fará apelo aos novos diretores para que devolvam o cargo à Secretaria Municipal de Educação (Semed).
Protestos de pais de alunos que estudam nos Ceinfs que tiveram diretores exonerados ocorreram na manhã de hoje e outros estão marcados para esta sexta-feira (19).