As exonerações polêmicas que resultaram nas demissões de diretores de creches e escolas de Campo Grande, alguns com mais de 10 anos na mesma unidade, têm objetivo de “oxigenar” a educação. Declaração foi dada nesta terça-feira (23) pelo prefeito Alcides Bernal (PP) depois que mais uma escola registrou protestos.
Questionado sobre a revolta de pais e alunos, o prefeito falou que os 38 diretores exonerados já cumpriram sua missão. “Vamos oxigenar, colocar novos valores e talentos, sempre com critério técnico para melhorar a edução”.
Sobre protesto feito por pais e alunos na escola José de Souza, o Zézão, no Bairro Oliveira II, Bernal afirmou que a ação partiu de estímulo da diretora exonerada.
“Ela e outros não vão deixar de trabalhar, eles só não serão mais donos da escola. É um cargo de confiança e eu exijo que haja resultado técnico e positivo”, afirmou o prefeito.
POLÊMICA
Publicação extra do Diário Oficial, na quarta-feira (17), listou a troca de 14 diretores de Centros de Educação Infantil (Ceinf), além de 24 diretores de escolas municipais e sete diretores-adjuntos. A alteração, de acordo com a assessoria da prefeitura, teria efetivado profissionais de carreira e com formação em gestão pública.
Em evento público na sexta-feira (19), a vice-governadora Rose Modesto (PSDB) alfinetou Bernal ao afirmar que faltou ética na exoneração dos diretores.
O presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Lucilio Souza Nobre, questionou a falta de critério e publicações no Diário Oficial sobre as alterações.
Lucilio ressaltou ainda que o departamento jurídico da ACP cobra resposta sobre os critérios adotados nas exonerações, assim como acompanha votação na Câmara Municipal de emenda que assegure na Lei Orgânica eleições diretas para diretores de escolas e creches.