Secretário Municipal de Finanças e Controle, Disney Fernandes, admitiu nesta quarta-feira (24) que a Prefeitura de Campo Grande não tinha recursos no ano passado para reajustar salário dos professores e assim cumprir lei municipal que prevê a integralização do piso nacional para a carga horário de 20 horas.
Durante apresentação de dados do 4º quadrimestre do ano passado, o secretário defendeu que a categoria tem a maior remuneração do País no cumprimento de 40h semanais e que este ano apresenta o desafio de somar o reajuste não concedido no ano passado, somado a atualização do piso que chegaria a cerca de 25%.
“Os números demonstram que não tínhamos condição no ano passado porque tínhamos despesa acima da receita. Estamos trabalhando para ver o que é possível propor este ano e vamos abrir os números na segunda-feira (29), em reunião com a ACP”.
O questionamento em relação ao reajuste partiu dos vereadores Herculano Borges (SD) e Carla Stephanini (PMDB), que ressaltaram a pressão sofrida no ano anterior e o viés político adotado pelo movimento grevista.
“Por questões políticas fomos crucificados e o secretário respondeu o que a outra administração já havia falado, sobre a falta de condições de cumprir o reajuste”. Em resposta ao vereador, Disney pontuou que não quer incorrer no mesmo erro e que avalia o impacto financeiro, antes da concessão do possível reajuste.
FOLHA SALARIAL
Dados da secretaria apontam que no ano passado a receita corrente líquida foi de R$ 2,444 bilhões, ante gastos com pessoal de R$ 1,522 bilhão. Desse total, 66% representam pagamento destinados a servidores da saúde e educação.
O comprometimento da folha de pagamento chega a 53,19%, sendo que vencimentos de profissionais da educação e saúde representam 66% do total da folha.