A 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, a pedido do Banco Central do Brasil, instaurou inquérito para investigar o motivo pelo qual a prefeitura de Campo Grande movimentava, entre a segunda metade dos anos de 1990 até agosto de 2013, três contas no Banco Rural, instituição que quebrou dois anos e seis meses atrás.
Ainda hoje, a prefeitura tem de saldo numa das contas em torno de R$ 9 milhões (sem aplicar a correção), retidos em razão da liquidação.
De acordo com o inquérito, por interpretação do Banco Central, a prefeitura não poderia usar contas do Banco Rural e, sim, bancos oficiais, como Banco do Brasil e Caixa Econômica para aplicar seus recursos.
Consta no inquérito extratos das três contas da prefeitura no extinto banco Rural. A que restou mais dinheiro é a de número 100000384, com saldo de R$ 8.803.562,10, até o dia 2 de agosto de 2013, data que o BC determinou a liquidação extrajudicial do Banco Rural.
Em resposta ao MPE, a atual gestão municipal, do prefeito Alcides Bernal (PP), informou que a conta 384 tinha sido aberta em 1996 “com a finalidade de reserva”.
(*) A reportagem, de Celso Bejarano, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.