Empresário de Campo Grande, Luciano Oliveira da Rocha, de 36 anos, quer doar passagem de ônibus com destino a Ivinhema para Lindomar dos Reis Gomes, o suspeito de atacar mulheres no Terminal Morenão e condutores nos semáforos das Avenidas Costa e Silva e Eduardo Elias Zahran.
Luciano decidiu ajudar depois de uma entrevista, que o suspeito deu ao programa Bom Dia Mega, em que afirmou ter o desejo de voltar a Ivinhema a 297 quilômetros da Capital, onde moram seus familiares.
O empresário conta que antes de qualquer coisa, quer evitar uma tragédia, pois tem presenciado diariamente os ataques do suspeito no semáforo, porém, também vê as reações de algumas vítimas, que tentam atropelar Lindomar.
"Muitas vítimas são mulheres e se assustam, mas alguns tentam atropelá-lo. Ele ainda vai acabar sendo agredido ou algo pior pode acontecer. Se ele realmente quer retornar a cidade onde mora sua família, eu pago, senti no meu coração que devo fazer isso e tenho certeza que não me fará falta", diz Luciano.
O problema é que ninguém sabe ao certo onde Lindomar passa as noites. O suspeito já chegou a dizer que mora no Educandário Getúlio Vargas, mas o centro educacional disse ao Portal Correio do Estado que no local não existe mais internato e que Lindomar é um ex-aluno.
Comerciantes e vítimas afirmam que o suspeito está diariamente nas imediações do cruzamento da Avenida Zahran com a Costa e Silva.
SURTOS
Outra preocupação é com os surtos agressivos do suspeito. O Portal Correio do Estado entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Assitência Social (SAS) e questionou sobre o caso e se há possibilidade de acompanhamento durante o transporte de Lindomar à Ivinhema.
A assessoria informa que apesar da iniciativa do empresário, a prefeitura fornece as passagens, mas o problema é que Lindomar recusa atendimento. Em todas as tentativas de aproximação, a equipe do Serviço de Abordagem Social (Seas) foi atacada com pedras e pedaços de paus.
O acompanhamento de Lindomar passou a ser feito por uma equipe da Sesau, desde o dia 19 de setembro de 2015, quando sofreu ferimentos e foi conduzido ao Hospital Universitário.
Na ocasião a equipe da saúde levantou as informações sobre os pais e cidade de origem de Lindomar e repassou tudo ao Seas, mas a família ainda não foi localizada.
Mesmo com toda dificuldade, a SAS reitera que "continuará na tentativa de acompanhamento para retirar Lindomar da situação de vulnerabilidade social".
OUVINTE: Essa matéria foi sugerida por ouvinte do programa Bom Dia Mega, da Rádio Mega 94 FM.