O ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PTB), mencionou que a denúncia vinculando o nome dele em supostos desvios em obras tapa-buraco já foram apuradas e arquivadas pelo próprio Ministério Público Estadual.
O nome dele voltou a aparecer em nova investigação conduzida por força-tarefa do MPE. O caso foi ajuizado em 25 de fevereiro deste ano e o magistrado da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, Marcelo Ivo de Oliveira, decretou, em 15 de março, a indisponibilidade de bens de 21 pessoas físicas e jurídicas, entre elas do ex-prefeito.
O valor total que foi pedido pelo Ministério Público para ser bloqueado é de R$ R$ 315.891.321,37.
Nelsinho concedeu entrevista na tarde desta quinta-feira (24) e refutou qualquer tipo de irregularidade durante seus dois mandatos (2005-2012). Para confirmar sua afirmação, ele lembrou que inquérito 055/2012, da 30ª Promotoria de Justiça, apurou as suspeitas e foi arquivado.
"Conforme se observa da documentação acostada nos autos, bem como das declarações prestadas por funcionários das empresas que prestaram serviços na Operação Tapa Buracos, não restou comprovada a eventual irregularidade", comunicou o promotor Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha, em inquérito, em 21 de maio de 2014.
"Os mesmos fatos que foram arquivados pelo MP, repentinamente, neste ano eleitoral, transformaram-se em fatos como se fossem definitivos, sem que houvesse qualquer alteração nas provas que, outrora, levaram o MP a arquivar o procedimento", lembrou Nelsinho.
O ex-prefeito alegou que fez mais de 1 mil obras em Campo Grande. "Quando a cidade era outra, forte, pujante, dinâmica e sem buracos. Em nenhum instante faltamos com os postulados éticos na administração pública", garantiu.