Apesar das constantes lamúrias do prefeito Alcides Bernal (PP) em relação aos problemas financeiros e, principalmente, deficit em caixa enfrentado no ano passado, a prefeitura de Campo Grande teve R$ 4,7 milhões de superavit no Fundo Municipal de Assistência Social (FMAS).
Projeto encaminhado para a Câmara Municipal na última quinta-feira (15) prevê transferência de todo esse valor para entidades não governamentais. O recurso deve ser usado pelas instituições para compra de materiais de consumo, prestação de serviço e aquisição de materiais permanentes.
Conforme o pedido do prefeito aos vereadores, que ainda não tem prazo para ser avaliado tendo em vista que a pauta da Casa de Leis segue travada desde o início da semana. O presidente da última sessão de terça-feira, Paulo Siufi, afirmou que a pauta seguiria travada em respeito aos professores, que cobram da prefeitura reajuste de 11,36%.
A promessa dos vereadores de que enquanto a prefeitura não posicionasse os professores sobre pagamento ou não do reajuste, nenhum projeto do Executivo seria votado. No entanto, no final da sessão da terça-feira, os vereadores acabaram rejeitando projeto de Bernal que prevê centralização da administração.
REPASSE
No novo projeto encaminhado anteontem, Bernal afirma que o FMAS terminou o ano passado com os R$ 4,7 milhões em caixa. Agora, por meio da suplementação, a prefeitura quer repassar o valor para as entidades.
Ainda não há, no entanto, relação de quais serão as entidades beneficiadas. Parecer da Procuradoria Jurídica da prefeitura é favorável ao pedido, que ainda não tem prazo para ser analisado.