Socorrido na manhã desta sexta-feira (8) pelo Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o ex-prefeito de Aquidauna e ex-deputado estadual, Raul Freixes aguarda há alguns dias por leito em unidade psiquiátrica de Campo Grande. Depressivo, o político que cumpre pena em regime aberto desde dezembro do ano passado, tenta na Justiça conversão da pena para prisão domiciliar.
Freixes estava hospedado em hotel, no bairro Amambaí, desde quarta-feira (6) e na manhã de hoje tomou vários remédios controlados de tarjas diferentes. Sonolento e semiconsciente, o político foi encontrado no quarto por funcionário do hotel depois que o Portal Correio do Estado soube da situação e avisou o recepcionista.
Freixes foi levado para a Clínica Campo Grande em estado de sono profundo e, segundo o Corpo de Bombeiros, os sintomas indicam depressão.
Amigo de Raul, que preferiu não se identificar, disse à reportagem que a família tenta internar o político em unidade psiquiátrica, mas até ontem à tarde não havia nenhum leito disponível tanto no sistema público quanto no privado.
DEFESA
Advogado de Freixes, Douglas Oliveira dos Santos, afirma que desde dezembro do ano passado, quando o regime de prisão dele passou para o aberto, Freixes dorme na Casa do Albergado, na Vila Sobrinho.
Todos os dias, às 5 horas da manhã, ele sai e vai direto para o escritório, onde coordena programa de rádio. Na quarta-feira, no entanto, a rotina mudou porque desentendimento familiar levou o político a se hospedar em hotel. O estado de saúde de Freixes piorou e a família tenta a internação.
Há duas semanas, segundo o advogado, a defesa protocolou na Justiça pedido para que Raul cumpra prisão em regime domiciliar, no entanto, embargo de declaração ainda não foi apreciado.
“Ele tem dormido mais no hospital do que na Casa do Albergado, ele está muito mal e a lei de Execuções Penais trata sobre o benefício no caso de doenças graves, que a pessoa precisa ir para regime domiciliar”, completa Douglas.
CONDENAÇÃO
O ex-prefeito foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão, além da inabilitação por cinco anos para o exercício de cargo ou função pública, por desvio de dinheiro enquanto ocupava a prefeitura de Aquidauana.
Além dele, na ação foram condenados outros funcionários da prefeitura em razão da retirada de valores dos cofres públicos. Depois de condenado, Freixes impetrou recurso no Tribunal de Justiça e teve pedido negado, cujo acórdão transitou em julgado em 2012.