Os atentados encomendados pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e que terminaram com dois ônibus queimados e um apedrejado na noite de quarta-feira, em Campo Grande, causaram não apenas prejuízo material, mas também emocional. Assustado com a violência, o motorista de 52 anos que quase foi carbonizado dentro do veículo atacado no Jardim São Conrado pediu para trocar de linha e horário de trabalho. Ele recebeu folga para se recuperar do susto e deve voltar a atuar em outro expediente a partir da segunda-feira.
Em contato com a reportagem, o homem que preferiu não ter o nome divulgado relatou como foram os momentos de tensão. O motorista trabalhava na penúltima linha que passa pelo Jardim São Conrado, às 23h15, e foi surpreendido enquanto passava por um ponto no cruzamento da Rua Internacional com a Rua General Ângelo Frulegui da Cunha. A dupla de moto se aproximou e ameaçou matá-lo: “hoje você vai morrer”, como consta no boletim de ocorrência. “Estavam me esperando na esquina, parados na moto. Não tinha como imaginar o que viria a acontecer”, explicou a vítima.
(*) A reportagem, de Renan Nucci, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.